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MestreEdu
Contexto de trabalho · 6º ano do Ensino Fundamental

Este contexto preenche novos materiais; não altera documentos já abertos. Dados individuais de inclusão continuam nos formulários específicos.

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Catálogo oficial · Atualizado em 2026-10-06 (v0.2)

Base de Educação Especial e Inclusiva

Catálogo oficial de necessidades educacionais específicas, estudos de caso, percepções docentes e estratégias de adaptação de materiais: base anti-alucinação da plataforma MestreEdu. Alinhado à BNCC, Currículo de Educação Básica do Espírito Santo (SEDU/ES), DUA 3.0 e Decreto Federal nº 12.686/2025.

14

necessidades mapeadas

100

estratégias de material

15

disciplinas (EI, EF e EM)

12

fontes oficiais e legais

Princípio anti-alucinação: a IA só aplica estratégias catalogadas nesta base oficial. Ela nunca inventa condutas clínicas ou pedagógicas, preservando a seriedade e o rigor curricular exigidos pela BNCC e pelas diretrizes da rede.

Amparo Legal Atualizado: Integrado ao Decreto Federal nº 12.686/2025 (PNEEI), à Lei nº 14.254/2021 (TDAH e Dislexia) e às Diretrizes da SEDU/ES (Resolução CEE/ES nº 2.152/2010), garantindo o Atendimento Educacional Especializado e o co-ensino sem a imposição de laudo médico prévio para adaptações curriculares razoáveis.

Individualização: Laudo, Estudo de Caso e Percepções Docentes

Dois estudantes com o mesmo diagnóstico aprendem de formas distintas. O MestreEdu cruza as informações clínicas e pedagógicas para calibrar o material.

Canal: Visual-gráfico

Indicadores: Melhor retenção por esquemas visuais, ilustrações realistas, rotinas estruturadas, diagramas e mapas mentais.

Priorizar marcadores visuais, redução de densidade textual, tipografia ampliada sem serifa e contrastes nítidos.

Canal: Auditivo-oral

Indicadores: Aprende melhor ouvindo explicações, repetições orais, discussões e audiolivros; fadiga com leitura visual longa.

Enunciados lineares fáceis de serem lidos em voz alta por leitor de tela ou ledor; instruções gravadas; perguntas diretas.

Canal: Cinestésico-tátil / Concreto

Indicadores: Compreende através da manipulação física, modelos 3D, texturas, experimentação e movimentação corporal.

Indicar materiais concretos manipuláveis (sorobã, blocos lógicos, massinha, relevo) e decomposição física das tarefas.

Canal: Multimodal / CAA (Comunicação Aumentativa e Alternativa)

Indicadores: Estudante não-oral, com ecolalia funcional ou fala pouco inteligível; necessita de símbolos gráficos para comunicar e responder.

Uso de pictogramas do vocabulário essencial (Core Words) do padrão ARASAAC, pranchas temáticas de seleção e apoio visual permanente.

Os três princípios do DUA 3.0

Desenho Universal para a Aprendizagem (CAST): múltiplos caminhos para engajamento, representação e expressão.

Múltiplos meios de engajamento (o PORQUÊ de aprender)

Oferecer diferentes formas de despertar e sustentar interesse: temas ligados à vida do aluno, escolhas, metas curtas, feedback frequente, previsibilidade.

Múltiplos meios de representação (o QUÊ aprender)

Apresentar o conteúdo por mais de um canal: texto + imagem + fala + gesto + objeto concreto; vocabulário destacado e definido; estrutura visível (títulos, passos numerados).

Múltiplos meios de ação e expressão (o COMO demonstrar)

Aceitar diferentes formas de resposta: oral, escrita, desenho, apontar, colar, montar, gravar; dividir tarefas em etapas; dar tempo estendido.

Público-alvo da Educação Especial (Decreto nº 12.686/2025)

Categorias oficiais do AEE e do Censo Escolar (INEP). Clique para expandir estratégias, laudos e percepções.

+Transtorno do Espectro Autista (TEA)público-alvo AEE

Também aparece como: autismo · espectro autista · TGD (termo antigo)

Amparo: Lei nº 12.764/2012 (Lei Berenice Piana) · Decreto nº 12.686/2025 (PNEEI) · Resolução CEE/ES nº 2.152/2010

Como esse estudante aprende

  • •Preferência por rotinas e previsibilidade; mudanças inesperadas geram desorganização
  • •Processamento literal da linguagem; dificuldade com ironia, metáfora e enunciado ambíguo
  • •Possível hiper ou hipossensibilidade sensorial (sons, texturas, excesso visual)
  • •Interesses específicos intensos que podem ancorar a aprendizagem
  • •Variação enorme de perfil: de alunos verbais e alfabetizados a alunos não verbais que usam CAA
Sinais no Laudo / Estudo de Caso:
  • Laudo aponta hiper ou hiporreatividade sensorial (tátil, auditiva, visual)
  • Relatório de fonoaudiologia indicando ecolalia, linguagem literal ou necessidade de CAA
  • Avaliação neuropsicológica apontando rigidez cognitiva e desafios na teoria da mente
  • Indicação médica/terapêutica de hiperfoco temático (animais, veículos, datas, números)
O que o professor percebe em sala:
  • Aluno se desorganiza e entra em crise com mudanças bruscas de rotina sem aviso
  • Tapa os ouvidos ou procura cantos silenciosos durante atividades ruidosas
  • Não compreende enunciados com metáforas, ironias ou comandos implícitos
  • Excelente memória visual para detalhes específicos, mas dificuldade em sintetizar a ideia central
  • Engajamento imediato quando o tema da aula toca em seu assunto de hiperfoco

Estratégias de material (10)

  • •Estruturar a atividade em passos numerados e curtos, um comando por vez
  • •Usar enunciados literais, diretos e na ordem em que a ação deve acontecer
  • •Antecipar o que vai acontecer: começar o material com um roteiro visual da atividade
  • •Apoiar cada bloco de conteúdo com imagem ou pictograma coerente (padrão CAA/ARASAAC)
  • •Aproveitar interesses específicos do aluno como contexto dos exemplos e problemas
  • •Reduzir estímulos por página: mais espaço em branco, uma questão por vez, sem elementos decorativos
  • •Oferecer alternativas de resposta por seleção (ligar, circular, marcar) além da escrita
  • •Manter o mesmo layout e os mesmos comandos de uma atividade para outra (previsibilidade)
  • •Incluir pausas programadas em atividades longas
  • •Sinalizar claramente início, meio e FIM da atividade (senso de completude)

Recursos

  • •Rotina visual (sequência de pictogramas do passo a passo)
  • •Pictogramas CAA (padrão ARASAAC) legendados
  • •Cartões de apoio (vocabulário com imagem)
  • •Organizadores gráficos simples (quadros, fluxos com setas)
  • •Timer visual para gestão do tempo

Avaliação flexibilizada

  • •Aplicar em ambiente previsível e sem tempo rígido
  • •Trocar questões abertas longas por seleção, correspondência e completar
  • •Aceitar resposta oral, apontada ou por CAA
  • •Dividir a avaliação em blocos curtos aplicados em momentos diferentes

Evitar

  • ✕Enunciados com duplo sentido, pegadinhas ou ironia
  • ✕Mudança de formato/layout sem aviso
  • ✕Página poluída com muitos elementos decorativos
  • ✕Exigir contato visual ou exposição oral diante da turma como única forma de resposta
+Deficiência Intelectual (DI)público-alvo AEE

Também aparece como: DI · déficit cognitivo

Amparo: Decreto nº 12.686/2025 (PNEEI) · LBI nº 13.146/2015 · Resolução CEE/ES nº 2.152/2010

Como esse estudante aprende

  • •Ritmo de aprendizagem mais lento; precisa de mais repetição significativa e exemplos
  • •Melhor desempenho com apoio concreto (material manipulável, imagem, situação real)
  • •Dificuldade com abstração, generalização e enunciados longos
  • •Memória de trabalho reduzida: instruções em cadeia se perdem
Sinais no Laudo / Estudo de Caso:
  • Laudo com avaliação psicométrica/neuropsicológica apontando rebaixamento no funcionamento adaptativo (conceitual, social e prático)
  • Relatório pedagógico de AEE indicando tempo de resposta prolongado e necessidade de mediação constante
  • Desafio na consolidação da memória de trabalho e na abstração de conceitos lógico-matemáticos
O que o professor percebe em sala:
  • Aprende muito bem quando pode pegar, montar ou ver o objeto concreto da aula
  • Esquece instruções verbais longas se forem dadas todas de uma vez
  • Realiza a atividade com sucesso quando há um modelo totalmente resolvido ao lado
  • Fadiga cognitiva quando a folha de atividade tem muitos exercícios seguidos

Estratégias de material (10)

  • •Partir sempre do concreto e do cotidiano do aluno antes do abstrato
  • •Reduzir a quantidade de itens mantendo o MESMO objetivo essencial da turma
  • •Simplificar o vocabulário do enunciado sem infantilizar o conteúdo
  • •Apresentar um exemplo totalmente resolvido antes dos exercícios
  • •Dividir tarefas complexas em subtarefas com verificação a cada etapa
  • •Usar apoio visual em todo conceito novo (foto, desenho, esquema)
  • •Retomar o conteúdo anterior no início do material (ativação de memória)
  • •Propor atividades funcionais: dinheiro, calendário, rótulos, receitas, placas
  • •Oferecer banco de palavras ou opções para completar em vez de produção livre
  • •Aumentar fonte e espaçamento; deixar espaço generoso para a resposta

Recursos

  • •Material dourado, ábaco, tampinhas e outros manipuláveis (matemática)
  • •Sequências de imagens para reconto e ordenação
  • •Banco de palavras com apoio de imagem
  • •Jogos de correspondência e memória com o vocabulário da aula
  • •Réguas de leitura e guias de linha

Avaliação flexibilizada

  • •Avaliar o processo e o progresso individual, não só o produto final
  • •Menos questões, mais tempo, leitura do enunciado em voz alta permitida
  • •Aceitar demonstração prática (mostrar, montar, apontar) como evidência de aprendizagem
  • •Registrar avanços em relação ao próprio aluno (portfólio)

Evitar

  • ✕Copiar por copiar (cópia longa sem função pedagógica)
  • ✕Enunciados com mais de uma ordem embutida
  • ✕Reduzir a atividade a pintura/decoração sem objetivo da disciplina
  • ✕Material visivelmente 'de bebê' para alunos maiores (fere a dignidade e desmotiva)
+Deficiência visual (cegueira)público-alvo AEE

Também aparece como: aluno cego · DV total

Amparo: Decreto nº 12.686/2025 (PNEEI) · LBI nº 13.146/2015 · Resolução CEE/ES nº 2.152/2010

Como esse estudante aprende

  • •Acesso ao conteúdo por audição e tato; nada que dependa exclusivamente de imagem funciona sem descrição
  • •Leitura/escrita por Braille (quando alfabetizado em Braille) e/ou leitores de tela
  • •Constrói conceitos espaciais e visuais por experiência tátil e descrição verbal
Sinais no Laudo / Estudo de Caso:
  • Laudo oftalmológico com ausência total de acuidade visual ou apenas percepção luminosa
  • Usuário do Sistema Braille, Sorobã e softwares leitores de tela (NVDA, TalkBack)
  • Indicação de audiodescrição em todas as mídias e materiais didáticos
O que o professor percebe em sala:
  • Perde a compreensão quando o professor diz "como vocês veem aqui" ou aponta para o quadro
  • Necessita de materiais em relevo tátil para compreender mapas, gráficos e figuras geométricas
  • Tempo de leitura e escrita em Braille consideravelmente maior que o visual

Estratégias de material (7)

  • •Escrever o material pensando em ser LIDO EM VOZ ALTA ou por leitor de tela: tudo em texto linear e ordenado
  • •Descrever verbalmente toda imagem, gráfico ou mapa essencial (audiodescrição didática) ou substituir por versão tátil
  • •Substituir questões de 'observe a figura' por questões com a informação dada em texto
  • •Indicar materiais concretos/táteis que o professor pode providenciar (mapa em alto-relevo, sólidos geométricos, texturas)
  • •Estruturar com numeração explícita ('Questão 3 de 5') para navegação por áudio
  • •Evitar referências espaciais visuais ('como mostra ao lado', 'a figura acima'); usar referências textuais
  • •Sinalizar no material o que deve ser transcrito para Braille pelo AEE

Recursos

  • •Transcrição Braille (via sala de recursos/AEE)
  • •Leitores de tela e audiolivros
  • •Reglete/máquina Perkins (registro do aluno)
  • •Materiais táteis: mapas em relevo, sólidos, células de textura
  • •Sorobã (cálculo)

Avaliação flexibilizada

  • •Prova oral ou em Braille (conforme domínio do aluno), ou com ledor/escriba
  • •Tempo estendido (leitura tátil é mais lenta)
  • •Substituir itens dependentes de imagem por equivalentes verbais
  • •Permitir respostas gravadas em áudio

Evitar

  • ✕Atividades cuja resposta depende exclusivamente de ver (ligue os desenhos, pinte, caça-palavras visual)
  • ✕Descrever imagem com 'isto' e 'aquilo' sem nomear
  • ✕Material entregue apenas impresso comum, sem versão acessível
  • ✕Excesso de informação simultânea em áudio (uma instrução por vez)
+Deficiência visual (baixa visão)público-alvo AEE

Também aparece como: visão subnormal · DV parcial

Amparo: Decreto nº 12.686/2025 (PNEEI) · LBI nº 13.146/2015 · Resolução CEE/ES nº 2.152/2010

Como esse estudante aprende

  • •Enxerga com resíduo visual funcional; o que muda é o TAMANHO, o CONTRASTE e a POLUIÇÃO da página
  • •Fadiga visual rápida; desempenho cai ao longo da atividade
  • •Necessidades variam muito: alguns precisam de ampliação, outros de contraste, outros dos dois
Sinais no Laudo / Estudo de Caso:
  • Laudo oftalmológico indicando resíduo visual funcional, especificando tamanho de fonte mínimo e contraste
  • Uso de recursos ópticos (lupas manuais ou eletrônicas, telelupas) e não ópticos (plano inclinado, tiposcópio)
O que o professor percebe em sala:
  • Aproxima muito a folha dos olhos ou inclina excessivamente a cabeça
  • Queixa-se de dor de cabeça e olhos ardendo ao tentar ler impressões comuns ou fotocópias claras
  • Desempenho excelente quando a folha é ampliada (fonte 18 a 24pt) em fonte sem serifa e linhas grossas

Estratégias de material (7)

  • •Ampliar fonte (16-24pt conforme laudo/experiência) com fonte sem serifa e traço firme
  • •Alto contraste: texto preto sobre fundo branco/amarelo claro; nunca texto sobre imagem
  • •Engrossar linhas de tabelas, contornos de figuras e pautas de escrita
  • •Espaçamento generoso; página limpa, sem marca-d'água ou fundo decorado
  • •Imagens simples, grandes, com contorno reforçado e sem detalhes minúsculos
  • •Uma coluna só (leitura em duas colunas confunde o rastreio visual)
  • •Dividir o material para evitar fadiga (blocos com pausa)

Recursos

  • •Lupa manual/eletrônica e telescópios (uso do aluno)
  • •Caderno de pauta ampliada e lápis 6B
  • •Plano inclinado (suporte de leitura)
  • •Iluminação dirigida

Avaliação flexibilizada

  • •Prova ampliada no tamanho que o aluno usa
  • •Tempo estendido
  • •Permitir aproximar o material dos olhos e usar auxílios ópticos
  • •Ledor disponível para trechos longos

Evitar

  • ✕Fotocópia de fotocópia (perde contraste)
  • ✕Fonte pequena 'para caber em uma folha'
  • ✕Fundos coloridos, texturizados ou com imagens atrás do texto
  • ✕Exigir leitura de mapas/gráficos minúsculos
+Deficiência auditiva / Surdezpúblico-alvo AEE

Também aparece como: aluno surdo · DA · usuário de Libras

Amparo: Lei nº 10.436/2002 (Libras) · Decreto nº 5.626/2005 · Decreto nº 12.686/2025 · Resolução CEE/ES nº 2.152/2010

Como esse estudante aprende

  • •Para muitos alunos surdos, Libras é a primeira língua (L1) e o português escrito é SEGUNDA língua (L2)
  • •Vocabulário de português escrito pode ser reduzido; frases longas e voz passiva dificultam
  • •Canal visual é a via principal: imagem, esquema, demonstração
  • •Alunos com perda parcial/aparelho/implante têm perfis diversos (podem oralizar)
Sinais no Laudo / Estudo de Caso:
  • Laudo audiológico indicando perda auditiva severa a profunda bilateral
  • Libras como primeira língua (L1) e Língua Portuguesa escrita como segunda língua (L2)
  • Acompanhamento por Tradutor e Intérprete de Libras (TILS) em sala de aula
O que o professor percebe em sala:
  • Processamento predominantemente visual; responde muito bem a esquemas, fotos e vídeos sinalizados
  • A escrita do estudante segue a estrutura gramatical da Libras (sem conectivos usuais do português falado)
  • Atenção dividida: precisa olhar para o intérprete antes de olhar para a folha ou o quadro

Estratégias de material (7)

  • •Escrever como para leitor de português-L2: frases curtas, ordem direta, vocabulário frequente
  • •Apoiar TODO conceito novo com imagem, esquema ou dramatização
  • •Destacar e glossariar termos novos (palavra + imagem + definição simples)
  • •Priorizar recursos visuais: mapas mentais, linhas do tempo, quadros comparativos, histórias em quadrinhos
  • •Instruções demonstradas com exemplo visual, não só ditas/escritas
  • •Sinalizar ao professor quando houver intérprete: dar tempo de olhar o material E o intérprete (não simultâneo)
  • •Em EF1, alfabetização visual: associar palavra escrita → imagem → (quando possível) sinal em Libras

Recursos

  • •Intérprete de Libras (direito do aluno; via escola)
  • •Dicionários e glossários ilustrados; sinalário da disciplina
  • •Vídeos com legenda e/ou janela de Libras
  • •Materiais imagéticos: cartazes, sequências ilustradas

Avaliação flexibilizada

  • •Enunciados em linguagem direta; permitir tradução do enunciado em Libras
  • •Valorizar o conteúdo da resposta acima da forma do português escrito (L2)
  • •Aceitar resposta em Libras (registrada/traduzida) quando o objetivo não é escrita
  • •Provas com apoio visual nas questões

Evitar

  • ✕Avaliar conhecimento da disciplina através da complexidade do português escrito
  • ✕Vídeos/áudios sem legenda como fonte principal
  • ✕Enunciados metafóricos e expressões idiomáticas sem explicação
  • ✕Ditados e atividades dependentes de escuta
+Deficiência física / motorapúblico-alvo AEE

Também aparece como: paralisia cerebral (aspecto motor) · cadeirante · mobilidade reduzida · coordenação motora comprometida

Amparo: Decreto nº 12.686/2025 (PNEEI) · LBI nº 13.146/2015 · Resolução CEE/ES nº 2.152/2010

Como esse estudante aprende

  • •A barreira costuma ser MOTORA, não cognitiva: escrever, recortar, manusear pode ser difícil ou lento
  • •Alguns alunos usam tecnologia assistiva (acionadores, pranchas, computador)
  • •Fadiga física; tempo de execução maior
Sinais no Laudo / Estudo de Caso:
  • Verificar hipótese diagnóstica, recomendações de especialistas e canal sensorial preferencial no laudo ou PEI
O que o professor percebe em sala:
  • Observar o que gera maior engajamento, quais formatos facilitam a compreensão e onde ocorrem bloqueios

Estratégias de material (6)

  • •Reduzir a demanda motora fina: pedir para marcar/circular/ligar em vez de escrever longamente
  • •Espaços de resposta grandes; alternativas com letras grandes para circular
  • •Aceitar resposta oral, digitada ou por apontamento
  • •Atividades de recorte/colagem: oferecer peças pré-recortadas grandes
  • •Menos itens, mesmo objetivo (a lentidão motora não pode virar punição)
  • •Em Educação Física: prever variação da atividade com participação real (funções, regras adaptadas)

Recursos

  • •Engrossadores de lápis, tesoura adaptada, plano inclinado
  • •Computador/tablet para digitação
  • •Pranchas de comunicação (quando a fala é afetada)
  • •Fixadores de papel (fita, prancheta antiderrapante)

Avaliação flexibilizada

  • •Tempo estendido SEMPRE
  • •Escriba (alguém escreve o que o aluno responde) quando necessário
  • •Formatos de baixa demanda motora (múltipla escolha, oral)
  • •Avaliar participação possível em atividades práticas, não o gesto motor padrão

Evitar

  • ✕Avaliar capricho/caligrafia
  • ✕Atividades cronometradas de escrita
  • ✕Excluir o aluno de práticas/experimentos por 'não conseguir' (adaptar a função dele na equipe)
  • ✕Folhas pequenas com espaços minúsculos de resposta
+Altas habilidades / Superdotação (AH/SD)público-alvo AEE

Também aparece como: superdotado · AH/SD

Amparo: Decreto nº 12.686/2025 (PNEEI) · LBI nº 13.146/2015 · Resolução CEE/ES nº 2.152/2010

Como esse estudante aprende

  • •Aprende rápido, generaliza e conecta; o risco é o TÉDIO e o desengajamento
  • •Pode ter perfil assíncrono: intelectualmente avançado, emocionalmente na idade
  • •Interesses profundos em áreas específicas
  • •Pode coexistir com TDAH/TEA/dislexia (dupla excepcionalidade)
Sinais no Laudo / Estudo de Caso:
  • Verificar hipótese diagnóstica, recomendações de especialistas e canal sensorial preferencial no laudo ou PEI
O que o professor percebe em sala:
  • Observar o que gera maior engajamento, quais formatos facilitam a compreensão e onde ocorrem bloqueios

Estratégias de material (6)

  • •Enriquecer, não só acelerar: mais profundidade, conexões e problemas abertos sobre o MESMO tema da turma
  • •Substituir exercícios repetitivos por desafios de aplicação, análise e criação
  • •Propor questões de pesquisa e extensão ('e se...?', 'compare', 'crie um...')
  • •Incluir tarefa de produção autoral (explicar para a turma, criar jogo/experimento/modelo)
  • •Conectar o tema com problemas reais e outras disciplinas
  • •Oferecer autonomia de escolha entre desafios de mesmo objetivo

Recursos

  • •Roteiros de pesquisa e projetos
  • •Materiais de aprofundamento (textos de nível acima, dados reais)
  • •Desafios tipo olimpíadas (OBMEP, OBA etc.) relacionados ao tema

Avaliação flexibilizada

  • •Avaliar por produção e projeto, não apenas prova padrão
  • •Rubricas que valorizem profundidade, originalidade e argumentação
  • •Permitir compactação: demonstrou domínio → avança para o desafio

Evitar

  • ✕Dar 'mais do mesmo' como prêmio por terminar rápido (mais 20 continhas)
  • ✕Usar o aluno apenas como monitor dos colegas
  • ✕Ignorar as necessidades socioemocionais (perfeccionismo, frustração)
  • ✕Punir questionamentos e caminhos de resolução não convencionais
+Síndrome de Downpúblico-alvo AEE

Também aparece como: T21 · trissomia 21

Amparo: Decreto nº 12.686/2025 (PNEEI) · LBI nº 13.146/2015 · Resolução CEE/ES nº 2.152/2010

Como esse estudante aprende

  • •Geralmente cursa com deficiência intelectual de grau variável (aplicar também as estratégias de DI)
  • •Força no aprendizado VISUAL: memória visual costuma ser melhor que a auditiva
  • •Linguagem expressiva frequentemente atrás da compreensão (entende mais do que fala)
  • •Possíveis questões associadas: hipotonia (motricidade fina), audição e visão a verificar
Sinais no Laudo / Estudo de Caso:
  • Verificar hipótese diagnóstica, recomendações de especialistas e canal sensorial preferencial no laudo ou PEI
O que o professor percebe em sala:
  • Observar o que gera maior engajamento, quais formatos facilitam a compreensão e onde ocorrem bloqueios

Estratégias de material (6)

  • •Priorizar rota visual: palavra escrita + imagem sempre juntas (leitura global funciona bem)
  • •Instruções curtas demonstradas com modelo pronto ('faça como este')
  • •Repetição distribuída com variação (mesmo conceito em jogos, música, atividade prática)
  • •Atividades de motricidade facilitada (pareamento, colagem de cartões grandes, traçado grosso)
  • •Dar tempo para resposta oral sem completar as frases pelo aluno
  • •Trabalhar autonomia: rotina da atividade visível e autoexplicativa

Recursos

  • •Cartões de leitura global (palavra + imagem)
  • •Letras móveis e alfabeto concreto
  • •Jogos de pareamento e lotos ilustrados
  • •Engrossadores e pautas ampliadas

Avaliação flexibilizada

  • •As mesmas flexibilizações de DI (processo, portfólio, prática)
  • •Aceitar demonstração por seleção/apontamento
  • •Verificar compreensão oral separada da expressão oral

Evitar

  • ✕Subestimar: oferecer só atividades muito abaixo da capacidade
  • ✕Depender só de instrução oral
  • ✕Atividades de escrita fina longas
  • ✕Infantilizar aluno de EF2 com material de EF1
+Surdocegueirapúblico-alvo AEE

Também aparece como: surdocego

Amparo: Decreto nº 12.686/2025 (PNEEI) · LBI nº 13.146/2015 · Resolução CEE/ES nº 2.152/2010

Como esse estudante aprende

  • •Perda combinada (não é surdez + cegueira somadas: é uma condição única de acesso à informação)
  • •Comunicação por formas táteis: Libras tátil, alfabeto datilológico tátil, objetos de referência
  • •Exige mediador/guia-intérprete; adaptação de material é sempre individualizada com o AEE
Sinais no Laudo / Estudo de Caso:
  • Verificar hipótese diagnóstica, recomendações de especialistas e canal sensorial preferencial no laudo ou PEI
O que o professor percebe em sala:
  • Observar o que gera maior engajamento, quais formatos facilitam a compreensão e onde ocorrem bloqueios

Estratégias de material (5)

  • •Estruturar o conteúdo em experiências concretas e táteis sequenciadas
  • •Usar objetos de referência para antecipar atividades
  • •Reduzir cada atividade ao seu núcleo essencial, com UMA experiência por vez
  • •Planejar junto com o profissional do AEE/guia-intérprete (obrigatório)
  • •Registrar respostas por seleção tátil de objetos/cartões em relevo

Recursos

  • •Objetos de referência e caixas de antecipação
  • •Materiais em alto-relevo e texturas contrastantes
  • •Guia-intérprete / instrutor mediador

Avaliação flexibilizada

  • •Sempre mediada e individualizada, registrada em PEI
  • •Evidências por interação tátil e participação nas etapas

Evitar

  • ✕Aplicar adaptações de cegueira OU surdez isoladamente
  • ✕Material padronizado sem mediação
  • ✕Excesso de estímulos simultâneos
+Deficiência múltiplapúblico-alvo AEE

Também aparece como: DMU

Amparo: Decreto nº 12.686/2025 (PNEEI) · LBI nº 13.146/2015 · Resolução CEE/ES nº 2.152/2010

Como esse estudante aprende

  • •Duas ou mais deficiências associadas (ex.: DI + física; DV + DI)
  • •O perfil é a COMBINAÇÃO: as barreiras se multiplicam e as adaptações precisam ser compostas
  • •Frequentemente usa CAA e depende de mediação contínua
Sinais no Laudo / Estudo de Caso:
  • Verificar hipótese diagnóstica, recomendações de especialistas e canal sensorial preferencial no laudo ou PEI
O que o professor percebe em sala:
  • Observar o que gera maior engajamento, quais formatos facilitam a compreensão e onde ocorrem bloqueios

Estratégias de material (6)

  • •Combinar as estratégias das condições envolvidas priorizando o canal de acesso preservado
  • •Atividades funcionais e significativas ligadas à vida diária
  • •Resposta por seleção (olhar, apontar, tocar) com poucas alternativas por vez
  • •Pictogramas grandes de alto contraste (CAA) em tudo
  • •Fragmentação máxima: uma micro-tarefa por vez, com celebração de cada conquista
  • •Planejamento articulado com AEE e família (PEI obrigatório)

Recursos

  • •Pranchas de CAA personalizadas
  • •Acionadores e tecnologia assistiva indicada por terapeutas
  • •Materiais concretos de alto contraste e fácil manuseio

Avaliação flexibilizada

  • •Individualizada por PEI, focada em objetivos funcionais
  • •Registro descritivo do progresso (o que fez, com que apoio)

Evitar

  • ✕Material padrão da turma sem mediação
  • ✕Objetivos idênticos aos da turma sem análise
  • ✕Sessões longas sem alternância de estímulo

Transtornos de Aprendizagem e Linguagem (Lei nº 14.254/2021)

Transtornos com alta demanda diária em sala de aula (TDAH, Dislexia, Discalculia, TDL).

+Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)alta demanda

Também aparece como: déficit de atenção · hiperatividade

Amparo: Lei nº 14.254/2021 (Garantia de acompanhamento integral na Educação Básica) · Decreto nº 12.686/2025

Como esse estudante aprende

  • •Atenção sustentada curta; perde instruções longas e detalhes de enunciado
  • •Impulsividade: responde antes de ler tudo; troca sinais e pula itens
  • •Necessidade de movimento; longos períodos sentado degradam o desempenho
  • •Funções executivas frágeis: organização, planejamento e gestão de tempo
Sinais no Laudo / Estudo de Caso:
  • Laudo neurológico/psiquiátrico indicando predomínio desatento, hiperativo-impulsivo ou combinado
  • Déficit nas funções executivas: controle inibitório, planejamento e sustentação da atenção
  • Relatório escolar relatando oscilação drástica de desempenho conforme o nível de estimulação da aula
O que o professor percebe em sala:
  • Inicia a tarefa com entusiasmo mas não consegue concluir sem lembretes frequentes
  • Perde itens da questão por pular linhas ou responder com pressa impulsiva
  • Beneficia-se de marcação com marca-texto colorido nas palavras-chave do enunciado
  • Melhora drástica de rendimento quando a tarefa é fragmentada com pausas ativas motoras

Estratégias de material (8)

  • •Dividir o material em blocos curtos com marcos visíveis de progresso (ex.: 'Parte 1 de 3')
  • •Uma instrução por vez, com verbo no início e destaque visual nas palavras-chave
  • •Intercalar tipos de tarefa (ler → marcar → escrever → desenhar) para renovar o foco
  • •Colocar checklist de autoverificação ao fim ('Reli minhas respostas? Respondi tudo?')
  • •Reduzir itens por página e usar caixas delimitando cada questão
  • •Prever mini-pausas ou tarefas com movimento (levantar para buscar, colar, ordenar cartões)
  • •Destacar em negrito exatamente o que se pede (ex.: 'marque DUAS opções')
  • •Numerar os passos de problemas com várias etapas

Recursos

  • •Timer/ampulheta para blocos de trabalho
  • •Checklists e quadros de rotina
  • •Marcadores coloridos de texto e réguas de leitura
  • •Fichas de autoinstrução ('1º leio, 2º sublinho os dados, 3º resolvo, 4º confiro')

Avaliação flexibilizada

  • •Tempo estendido e aplicação em blocos
  • •Menos questões por página; folha de resposta simples
  • •Permitir levantar/movimentar-se entre blocos sem punição
  • •Ler enunciados em voz alta e confirmar compreensão antes de iniciar

Evitar

  • ✕Enunciados longos com informação irrelevante (distratores desnecessários)
  • ✕Páginas densas, sem respiro visual
  • ✕Punir a inquietação motora com perda de pontos
  • ✕Provas-maratona de longa duração sem pausas
+Dislexia e outros transtornos específicos de leitura/escritaalta demanda

Também aparece como: transtorno específico de aprendizagem com prejuízo na leitura · disortografia · disgrafia

Amparo: Lei nº 14.254/2021 (Acompanhamento integral) · LBI nº 13.146/2015

Como esse estudante aprende

  • •Decodificação lenta e custosa; a energia vai para LER, sobra pouco para COMPREENDER
  • •Trocas, omissões e inversões de letras/sílabas na leitura e na escrita
  • •Desempenho oral frequentemente muito superior ao escrito
  • •Fadiga rápida em textos longos e fontes pequenas
Sinais no Laudo / Estudo de Caso:
  • Laudo fonoaudiológico/neuropsicológico com diagnóstico de Transtorno Específico de Aprendizagem com prejuízo na leitura (precisão, velocidade e fluência)
  • Alteração na consciência fonológica e no acesso ao léxico mental
  • Capacidade de compreensão oral e raciocínio lógico preservados ou superiores
O que o professor percebe em sala:
  • Compreende perfeitamente o assunto quando o professor lê a pergunta em voz alta
  • Comete trocas e inversões grafêmicas persistentes, com leitura silabada e desgastante
  • Fadiga e frustração diante de textos longos em fonte pequena com texto justificado
  • Excelente desempenho em avaliações orais, maquetes ou apresentações práticas

Estratégias de material (9)

  • •Usar fonte maior (mín. 12-14pt), sem serifa, com espaçamento ampliado entre linhas
  • •Textos curtos e diretos; parágrafos pequenos; uma ideia por frase
  • •Destacar palavras-chave em negrito e apoiar com imagens
  • •Evitar exigir leitura em voz alta diante da turma (constrangimento)
  • •Aceitar respostas orais, esquemas e desenhos como demonstração de conhecimento
  • •Fornecer resumo/glossário do vocabulário novo antes do texto principal
  • •Preferir questões objetivas e de correspondência a longas produções escritas
  • •Não descontar erros ortográficos em disciplinas que não avaliam ortografia
  • •Segmentar textos com subtítulos e numeração de parágrafos

Recursos

  • •Régua de leitura / janela de leitura
  • •Áudio do texto (ou leitura pelo professor) junto do escrito
  • •Mapas mentais e organizadores gráficos
  • •Banco de palavras para produções escritas

Avaliação flexibilizada

  • •Leitura do enunciado em voz alta pelo aplicador
  • •Tempo estendido
  • •Avaliação oral complementar quando a escrita limitar a demonstração
  • •Corrigir conteúdo separado de forma (ortografia não invalida a resposta certa)

Evitar

  • ✕Textos justificados, em caixa alta contínua ou fonte decorativa
  • ✕Cópias longas do quadro
  • ✕Ditados como instrumento principal de avaliação
  • ✕Comparar cadernos/letra com os dos colegas
+Discalculiaalta demanda

Também aparece como: transtorno específico de aprendizagem com prejuízo na matemática

Amparo: Decreto nº 12.686/2025 (PNEEI) · LBI nº 13.146/2015 · Resolução CEE/ES nº 2.152/2010

Como esse estudante aprende

  • •Dificuldade persistente com senso numérico, fatos aritméticos e cálculo mental
  • •Confusão com símbolos e sinais matemáticos
  • •Dificuldade em memorizar tabuada e sequências de passos de algoritmos
  • •Problemas contextualizados longos sobrecarregam (leitura + matemática juntas)
Sinais no Laudo / Estudo de Caso:
  • Verificar hipótese diagnóstica, recomendações de especialistas e canal sensorial preferencial no laudo ou PEI
O que o professor percebe em sala:
  • Observar o que gera maior engajamento, quais formatos facilitam a compreensão e onde ocorrem bloqueios

Estratégias de material (7)

  • •Manter apoio concreto e visual mesmo em séries avançadas (reta numérica, malha quadriculada, material dourado)
  • •Permitir tabuada de consulta e calculadora quando o objetivo NÃO for o cálculo em si
  • •Apresentar o passo a passo do algoritmo numerado e com um exemplo resolvido ao lado
  • •Usar malha quadriculada para alinhar contas (evita erro de posição)
  • •Reduzir a carga de leitura dos problemas: frases curtas, dados destacados
  • •Um tipo de operação por bloco de exercícios; avisar quando o tipo mudar
  • •Conectar problemas a situações reais e visualizáveis (dinheiro, medidas do corpo, receitas)

Recursos

  • •Reta numérica e quadro de centenas
  • •Malha quadriculada
  • •Material dourado e ábaco
  • •Tabuada de apoio; calculadora (conforme objetivo)
  • •Dinheiro de brinquedo e instrumentos de medida reais

Avaliação flexibilizada

  • •Avaliar raciocínio e estratégia, não só a resposta final (pedir 'como você pensou')
  • •Permitir material de apoio combinado previamente
  • •Tempo estendido e menos questões
  • •Aceitar resolução com desenho/esquema

Evitar

  • ✕Provas de tabuada por tempo (arme e efetue em corrida)
  • ✕Descontar por erro de cálculo quando o raciocínio está correto e o objetivo era o raciocínio
  • ✕Listas longas e repetitivas do mesmo algoritmo
  • ✕Trocar constantemente o formato de apresentação das contas
+Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL) e apraxia de falaalta demanda

Também aparece como: TDL · distúrbio específico de linguagem · atraso de linguagem

Amparo: Decreto nº 12.686/2025 (PNEEI) · LBI nº 13.146/2015 · Resolução CEE/ES nº 2.152/2010

Como esse estudante aprende

  • •Compreensão e/ou expressão oral abaixo do esperado sem causa sensorial ou intelectual
  • •Vocabulário reduzido, frases curtas, dificuldade com instruções longas
  • •A escrita costuma refletir as dificuldades da oralidade
Sinais no Laudo / Estudo de Caso:
  • Verificar hipótese diagnóstica, recomendações de especialistas e canal sensorial preferencial no laudo ou PEI
O que o professor percebe em sala:
  • Observar o que gera maior engajamento, quais formatos facilitam a compreensão e onde ocorrem bloqueios

Estratégias de material (6)

  • •Instruções curtas com apoio visual e demonstração
  • •Pré-ensinar vocabulário-chave com imagem antes da atividade
  • •Dar modelos de frase para completar ('O personagem sentiu ___ porque ___')
  • •Aceitar respostas por seleção e apontamento enquanto a expressão se desenvolve
  • •Perguntas fechadas ou de alternativas antes de perguntas abertas
  • •Tempo de espera generoso para a resposta oral (sem completar pelo aluno)

Recursos

  • •Cartões de vocabulário ilustrados
  • •Moldura de frases (sentence frames)
  • •Sequências de imagens para narrativa
  • •Pranchas de CAA como apoio (quando indicado por fonoaudiólogo)

Avaliação flexibilizada

  • •Separar avaliação de conteúdo da avaliação de linguagem
  • •Permitir resposta apontada/selecionada
  • •Reformular a pergunta com apoio visual antes de considerar 'não sabe'

Evitar

  • ✕Corrigir a fala do aluno na frente da turma
  • ✕Instruções em cadeia ('pegue, recorte, cole e depois pinte')
  • ✕Avaliar exclusivamente por apresentação oral

Adaptações por Componente Curricular (EI, EF e EM)

Como cada disciplina mantém seu conceito essencial através de rotas pedagógicas acessíveis.

Língua Portuguesa

EF1 · EF2

Ler, compreender e produzir textos; comunicar-se. A adaptação muda o CAMINHO (extensão, canal, apoio), nunca elimina o contato com textos reais.

  • •Textos encurtados mantendo o gênero e o sentido (versão de leitura fácil)
  • •Vocabulário difícil glossariado com imagem
  • •Compreensão por seleção (marcar, ligar, ordenar cenas) antes de perguntas abertas
  • •Produção com apoio: banco de palavras, moldura de frases, sequência de imagens para narrar
  • •EF1: alfabetização multissensorial (letras móveis, sílabas em cartões, palavra+imagem)
  • •EF2: gêneros mantidos (notícia, crônica, argumentação) com estrutura esquematizada em organizadores

Matemática

EF1 · EF2

Resolver problemas e raciocinar matematicamente. A adaptação concretiza e fragmenta; o raciocínio continua sendo o alvo.

  • •Todo conceito ancorado em representação concreta ou pictórica antes do simbólico (concreto→pictórico→abstrato)
  • •Problemas com frases curtas, dados destacados e UMA pergunta
  • •Malha quadriculada para operações; reta numérica sempre disponível
  • •Exemplo resolvido antes da série de exercícios; passos numerados
  • •EF1: contagem e operações com material manipulável descrito no material
  • •EF2: álgebra/geometria com modelos visuais (balança para equações, dobraduras, GeoGebra), permitir calculadora quando o objetivo é o conceito

Ciências

EF1 · EF2

Investigar fenômenos e compreender o mundo natural. Priorizar experiência direta: ver, tocar, testar, registrar.

  • •Partir de experimento/observação simples com roteiro visual passo a passo
  • •Esquemas rotulados grandes em vez de textos longos (corpo humano, ciclos, cadeias)
  • •Registro por desenho, foto legendada ou colagem além do texto
  • •Vocabulário científico em glossário ilustrado (máx. 5 termos novos por material)
  • •EF1: temas do cotidiano (plantas, animais, corpo, água) com classificação por cartões
  • •EF2: modelos concretos para o microscópico/abstrato (célula em massinha, sistema solar em escala, maquetes)

História

EF1 · EF2

Compreender tempo, mudança e sociedades. Tornar o tempo VISÍVEL e as pessoas CONCRETAS.

  • •Linha do tempo visual em toda unidade (antes/depois; passado/presente)
  • •Narrar história como HISTÓRIA: personagens, cenário, conflito (storytelling) e quadrinhos
  • •Comparações presente×passado com quadros de duas colunas ilustrados
  • •Fontes históricas adaptadas: imagens grandes, objetos, relatos curtos reescritos em leitura fácil
  • •EF1: partir da história do próprio aluno e da família/comunidade
  • •EF2: conceitos abstratos (revolução, escravidão, república) sempre com caso concreto + esquema causa→consequência

Geografia

EF1 · EF2

Ler o espaço e a relação sociedade-natureza. Do espaço VIVIDO (casa, escola, bairro) ao distante.

  • •Sempre do próximo ao distante: casa→rua→bairro→cidade→país
  • •Mapas simplificados: poucos elementos, legenda com símbolos grandes, cores contrastantes
  • •Maquetes e croquis do espaço real do aluno
  • •Fotos e imagens de satélite comentadas em vez de descrições longas
  • •EF1: lateralidade e localização com jogos e percursos no espaço físico descritos no material
  • •EF2: gráficos e indicadores traduzidos em pictogramas comparativos (1 boneco = 1 milhão de pessoas)

Arte

EF1 · EF2

Criar, apreciar e expressar-se. A produção do aluno com deficiência é legítima como é: adapta-se a ferramenta, não o valor.

  • •Ferramentas adaptadas (pincéis engrossados, carimbos, colagem de peças grandes)
  • •Apreciação multissensorial: descrever obras, explorar texturas, sonorizar imagens
  • •Passo a passo visual das técnicas com uma etapa por imagem
  • •Escolha entre linguagens (desenho, colagem, foto, som, corpo) para o mesmo objetivo expressivo
  • •EF1: explorar materiais e gestos amplos antes de traçados finos
  • •EF2: projetos autorais com referência de artistas diversos, incluindo artistas com deficiência

Educação Física

EF1 · EF2

Cultura corporal do movimento PARA TODOS. Ninguém assiste da arquibancada: adapta-se regra, espaço, material ou função.

  • •Adaptar a regra (todos jogam sentados; passe obrigatório para todos antes do ponto)
  • •Adaptar o material (bola maior/mais lenta/com guizo; alvos ampliados)
  • •Adaptar o espaço (quadra reduzida, percursos demarcados com alto contraste)
  • •Adaptar a função (árbitro, cronometrista, estrategista rotativos, mas garantindo o jogar)
  • •Referências do paradesporto: vôlei sentado, goalball, bocha (jogos oficiais adaptados)
  • •Instruções demonstradas fisicamente + apoio visual, não apenas verbais

Língua Inglesa

EF2

Comunicar-se de forma básica e reconhecer a língua no mundo. Vocabulário funcional antes de gramática.

  • •Vocabulário em cartões palavra+imagem (sem tradução escrita como única ponte)
  • •Chunks funcionais (frases prontas úteis) em vez de regras gramaticais isoladas
  • •Músicas, jogos e rotinas repetitivas de sala como corpus principal
  • •Inglês no cotidiano do aluno: games, marcas, redes sociais como material
  • •Avaliar por reconhecimento e uso funcional, não por produção escrita normativa

Ensino Religioso

EF1 · EF2

Respeito à diversidade de crenças e culturas (caráter não confessional, BNCC).

  • •Narrativas e símbolos apresentados com imagens e objetos
  • •Rodas de conversa com apoio de cartões de sentimentos/valores
  • •Comparações entre tradições em quadros visuais simples
  • •Projetos de convivência e empatia com dramatização

Biologia

EM

Compreender a vida, a evolução, a biodiversidade e os sistemas biológicos em diferentes escalas. A adaptação substitui abstrações microscópicas e processos bioquímicos complexos por modelos tridimensionais, esquemas táteis, relações ecológicas visíveis e situações da saúde cotidiana.

  • •Modelos tridimensionais concretos para células, organelas, DNA e meiose (massa de modelar, EVA, texturas táteis diferenciadas)
  • •Audiodescrição detalhada e esquemas ampliados de lâminas microscópicas e esquemas anatômicos
  • •Genética mendeliana e cruzamentos com quadros de Punnett organizados em cores contrastantes ou peças móveis táteis
  • •Fluxogramas de ciclos biogeoquímicos e teias alimentares com setas direcionais destacadas e ícones/pictogramas temáticos
  • •Ancoragem em temas de saúde comunitária, ecossistemas locais do Espírito Santo (Mata Atlântica, manguezais, restinga) e hábitos de vida
  • •Glossário de termos biológicos ilustrado (máximo de 4 conceitos técnicos novos por atividade)

Física

EM

Investigar as leis que regem o universo, movimento, energia, matéria e forças. A adaptação concretiza as grandezas e os fenômenos antes do formalismo matemático rígido, permitindo o entendimento conceitual profundo.

  • •Experimentos práticos cinestésicos e multissensoriais (rampas, molas, ímãs, circuitos elétricos simples) com roteiro visual sequencial
  • •Decomposição de fórmulas matemáticas em passos operacionais numerados com legenda fixa de variáveis e unidades de medida
  • •Uso de simuladores digitais acessíveis (tipo PhET) com comandos por teclado, alto contraste e feedback tátil/sonoro
  • •Representação de grandezas vetoriais com barbantes, relevos ou setas coloridas de diferentes espessuras
  • •Permissão irrestrita do uso de calculadoras quando o objetivo for a compreensão do conceito físico e não o cálculo aritmético
  • •Substituição de problemas puramente algébricos por análises conceituais de situações do cotidiano (trânsito, eletrodomésticos, esportes)

Química

EM

Compreender as transformações da matéria, estrutura atômica, ligações e reações químicas. A adaptação materializa o mundo submicroscópico e garante segurança sensorial e física nos experimentos.

  • •Modelos atômicos e moleculares com bolas de isopor texturizadas, palitos ou kits moleculares tridimensionais
  • •Tabela periódica acessível: versões ampliadas com alto contraste, codificação por cores dos grupos e versão tátil em Braille
  • •Equacionamento e balanceamento químico com fichas móveis (reagentes e produtos) para manipulação física em vez de cálculo abstrato
  • •Experimentos seguros baseados em reações cotidianas perceptíveis pelo tato seguro (temperatura), visão ou olfato suave
  • •Organização em fichas de síntese para funções inorgânicas e orgânicas com exemplos visuais de produtos de uso doméstico e industrial
  • •Glossário ilustrado com a simbologia química internacional ancorada no nome popular dos materiais

Filosofia

EM

Desenvolver o pensamento crítico, a reflexão ética, a dúvida metódica e a análise dos valores humanos. A adaptação ancora a reflexão filosófica em dilemas da vida concreta do estudante, narrativas acessíveis e estudos de caso.

  • •Textos clássicos adaptados em leitura fácil (sentenças curtas, vocabulário acessível, ordem direta), preservando o argumento central do filósofo
  • •Dilemas éticos e morais contextualizados em situações escolares, familiares e comunitárias reais
  • •Uso de tirinhas, quadrinhos, charges e cenas de filmes como disparadores de reflexão filosófica
  • •Quadros comparativos visuais entre correntes de pensamento (ex: Racionalismo vs. Empirismo) com palavras-chave e símbolos
  • •Aceitação de manifestação de posicionamento crítico por debates mediados, gravações orais ou mapas conceituais visuais
  • •Evitar terminologia grega/alemã sem mediação de significado explícito e aplicação prática

Sociologia

EM

Compreender a sociedade, as relações sociais, a cultura, as desigualdades, a cidadania e os direitos humanos. A adaptação conecta teorias sociológicas com a vivência do estudante no seu território e comunidade.

  • •Infográficos simplificados e gráficos traduzidos em dados visuais diretos (sem excesso de números decimais)
  • •Conceitos fundamentais (socialização, estratificação, cultura, poder) exemplificados com a realidade local do Espírito Santo
  • •Estudos de caso reais com roteiro de perguntas orientadas (Quem são os grupos? Qual é o conflito? Quais são os direitos envolvidos?)
  • •Análise de fotografias históricas e contemporâneas com audiodescrição e foco em aspectos sociológicos específicos
  • •Produção de relatórios através de entrevistas orais gravadas, pesquisas de campo guiadas ou murais visuais
  • •Textos em leitura fácil com glossário de termos sociológicos

Educação Infantil (Campos de Experiências)

EI

Garantir os 6 direitos de aprendizagem (conviver, brincar, participar, explorar, expressar, conhecer-se) pelos 5 campos de experiências da BNCC e Currículo do ES. A adaptação estrutura o ambiente, os brinquedos e a mediação para que a criança com deficiência brinque e participe ativamente com seus pares.

  • •Rotinas diárias inteiramente visuais com cartões ilustrados em ordem temporal (chegada, roda, parque, lanche, história, saída)
  • •Materiais e brinquedos adaptados ergonomicamente (engrossadores, velcro, peças grandes, brinquedos com texturas e contraste sonoro/visual)
  • •Histórias contadas com recursos multissensoriais: fantoches de tecido texturizado, objetos reais que aparecem na história, sons correspondentes
  • •Pranchas de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) para escolhas básicas na rodinha e nas brincadeiras (brincar, comer, banheiro, mais, parar)
  • •Circuitos sensório-motores com estações de estimulação tátil, proprioceptiva e vestibular reguladas conforme o perfil sensorial de cada criança
  • •Previsibilidade absoluta nas transições de atividades com apoio de sinos, músicas suaves ou contagem regressiva visual
  • •Incentivo constante à mediação entre pares: brincadeiras cooperativas onde a criança com deficiência desempenha papel ativo e valorizado

Fontes Oficiais e Legais

  • •Decreto nº 12.686/2025 (Institui a Nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva - PNEEI e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva, revogando o Decreto nº 7.611/2011)
  • •Decreto nº 12.773/2025 (Ajustes e governança da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva)
  • •Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015, LBI - Estatuto da Pessoa com Deficiência)
  • •Lei nº 14.254/2021 (Garante acompanhamento integral aos educandos com TDAH, Dislexia e outros transtornos de aprendizagem na Educação Básica)
  • •Lei nº 12.764/2012 (Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA - Lei Berenice Piana)
  • •Resolução CEE/ES nº 2.152/2010 (Fixa normas para a Educação Especial no Sistema de Ensino do Estado do Espírito Santo)
  • •Diretrizes Pedagógicas e Operacionais da Subgerência de Educação Especial - SUEE / SEDU-ES (Co-ensino, Sala de Recursos e PEI Capixaba)
  • •Currículo do Espírito Santo (Alinhado à BNCC - Etapas da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio)
  • •Resolução CNE/CEB nº 4/2009 (Diretrizes Operacionais para o AEE na Educação Básica)
  • •Diretrizes do Desenho Universal para a Aprendizagem DUA 3.0 (CAST - Center for Applied Special Technology, 2024-2026)
  • •Glossário da Educação Especial do Censo Escolar (INEP, 2024-2025)
  • •ARASAAC & ISAAC Brasil: Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) com vocabulário essencial (Core Words) e pranchas acessíveis

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